Pais solteiros são tão bonitinhos!
Voltei... e empolgada! Hoje a tarde conversei com uma pessoa muito legal e percebi que minhas idéias não são tão loucas assim... No entanto tô aqui para escrever sobre outra coisa. Pais solteiros! Sim, porque vi cenas que me chamaram a atenção. 
No final de semana passado, exatamente no domingo, a caminho do trabalho... entre metrô, taxi e ônibus, encontrei três pais solteiros com seus pimpolhos. Achei tãaaaaaaaaao bonitinho. A primeira dupla eu vi na calçada, aqui pertinho de casa... um trânsito horrível na São Joaquim e eu observando pela janela. Um sol escaldante e lá seguiam dois seres do sexo masculino. O pai era um garoto japonês, talvez com seus 20 e poucos anos... o guri, uns três. Eles caminhavam, brincavam, e o pequeno sentiu sede. Achei lindo o paizão puxá-lo para baixo de um toldo, retirar da malinha uma garrafinha com suco e cuidadosamente dar para o japonesinho beber. A carinha de satisfeito e o beijo de agradecimento naquele homem que cuidava tão bem dele me comoveu. O pai percebeu que eu os observava e sorriu simpático. Só aquela cena já havia valido o dia. Na sequência fui para o metrô... o vagão estava relativamente vazio e para minha surpresa, uma nova dupla sentou-se ao meu lado. Pensei... é um sinal? Será que devo arrumar um namorado que já tem um bebê... hahahaha... brincadeira! O cara nem me atraiu, mas os gestos me comoveram. A criança chorava por que queria ficar em pé e não no colo e o pai, paciente, explicava que se ele ficasse em pé poderia cair e machucar. O garotinho olhou pra mim, sorriu bem safadinho e perguntou: - pode? E eu: - pode o que amor? Então ele veio e se apoiou no meu joelho. Os bracinhos fortes e as mãozinhas ainda com aqueles furinhos que dá vontade de morder se seguravam ao meu jeans. O pai olhou com ar de reprovação, mas eu disse que não tinha problemas! Conversei com ele, que me disse que aquele era seu final de semana com o niño e que a criança era a alegria da sua vida! Mais uma vez me senti muito bem por ver um gesto tão puro de amor e carinho. Não resisti... chegando a minha estação, tasquei um beijo no bebê, que assustou com o gesto, mas me deu um tchauzinho feliz. Por fim... cheguei a um ônibus! E desacreditei. Só podia ser karma. Mais um pai e mais uma criança, este um gato - meio descolado, umas tatuagens, e o pequeno, que nem era tão pequeno uma espécie de cópia mini. Não conversei com nenhum dos dois, mas notei que o menino estava aprendendo a ler - ele lia tudo. Dos avisos dentro do ônibus as placas de sinalização das obras da Marginal. O pai? Todo coruja. Sorria e parabenizava o garoto. Não resisti novamente, mas fui contida... apenas olhei e sorri como sinal de aprovação. Pensei nisso todos os dias dessa semana que quase termina e sempre que lembrava dos relances e gestos, uma sensação boa ocupava meu coração. Sinceramente não tenho tido dias fáceis, mas lembrar dessas demonstrações de afeto me deixavam feliz. Lembrei do filme "A procura da Felicidade" e os cuidados de Will Smith com seu querido, as dificuldades, as angústias, mas principalmente a mensagem de que o amor e a força de vontade sempre prevalecem. Não deve ser fácil cuidar de uma criança sozinho, não deve ser fácil passar por uma separação e ver seu pimpolho só de vez em quando! É fácil e é importante enxergar nesses gestos, motivos para botar um sorriso no rosto e ver que se pode mais, que se pode fazer o melhor. Talvez eu esteja um pouco melosa, talvez um pouco sensível... talvez seja apenas saudade. Mas, para tudo isso se dá um jeito e por isso decidi compartilhar com vocês esse episódio da minha vida, ainda que apenas essas palavras não consigam transmitir o quanto essas cenas me marcaram. E fim! Tenham uma bela noite, um excelente final de semana. E... depois eu volto. E prometo voltar mais! Beijos!
Escrito por AJ às 22h11
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